“Bateu saudades do meu tempo de criança, é saudade de um período denominado “quando eu era feliz e não sabia”, do tempo em que eu caia e bastava um remédio e logo curava. Saudade de quando meu coração era puro, era inocente, e não tinha nenhuma rachaduras. Naquele tempo eu não sentia nehuma dor no meu coração, não passava noites acordadas, não sofria por partidas, a dor, digamos até que o amor, são coisas desconhecidas quando criança, nos não tínhamos ideia de que crescer doe tanto assim, não tínhamos ideia de que amar só faz ruim, de que ser ingenua só nos machucava. Saudade de quando você bincava com os meninos, seu pai dizia “Menina vá brincar com suas amiguinhas, não pode brincar com meninos”. Saudade de quando você mechia na terra e seus pais tinham maior cuidado para não pegar nehuma bacteria. Ah e minhas bonecas jogadas, já tiveram grande importância, ué como não me lembrar de minhas pequenas. O tempo em que o medo do merthiolate era grandioso, o medo em que ele ardia em minha pele, mais agora, agora sim sabemos o que é dor de verdade. O tempo de princesas, de fingir ser algum personagem de desenhos animados, ou filmes. Ah que saudade da minha infância, um tempo em quer meu coração não estava com profundas rachaduras. Hoje sinto saudade dos berros de minha mãe para parar de fazer bagunças, dos gritos de meu pai para não brincar com meninos, hoje sinto saudade de minha inocência que ficou pra trás, hoje sinto saudade de tudo que não pode mais voltar, afinal é única coisa que resta são apenas saudades. Saudade do tempo em que eu acreditava nas fadas, nos contos de fadas, quando eu era feliz e não sabia.”